O Brasil tem potencial para crescer na produção de carne bovina, mas precisa de gestão
Na manhã desta terça-feira (24), a pecuária ganhou protagonismo na programação do Show Safra Mato Grosso 2026, ao trazer para produtores e estudantes a integração entre lavoura e criação de bovinos de corte, sendo esse um dos caminhos promissor e uma grande oportunidade aos produtores de lavoura ampliarem o seu negócio.
A palestra “Produzir arroba onde a lavoura é protagonista: limites e oportunidades da integração lavoura” reuniu especialistas que vivenciam, na prática e na pesquisa, os desafios e avanços desse modelo produtivo.
A palestra foi apresentada pelo professor e pesquisador Flávio Dutra Resende, ao lado do consultor e especialista em gestão de fazendas e projetos de intensificação de pecuária, Welton Cabral, com intermediação de Mauricio Tonhá, referência no setor pecuário, através da Estancia Bahia.
Resende destacou o quanto o Brasil tem potencial para crescer na produção de carne bovina, já ultrapassando os Estados Unidos, mas enfatizou a importância da gestão de produção, como também conciliar com a lavoura.
“O Brasil possui grande potencial para ampliar seu rebanho e aumentar a produção de carne bovina sem a necessidade de abertura de novas áreas. Para isso, o caminho passa pela eficiência, especialmente pela integração entre lavoura e pecuária, que permite intensificar o uso do solo, recuperar pastagens e elevar a produtividade por hectare”, falou o pesquisador.
Outro ponto destacado pelos pesquisadores é o tempo de cria, recria e engorda do gado, sendo essas as etapas principais do ciclo de produção de bovinos, pois é quando há o desenvolvimento do animal desde o nascimento até estar pronto para a fase final de abate.
Questões como nutrição adequada, manejo eficiente e estratégias de produção animal também entraram no debate, apontando que a pecuária moderna exige conhecimento técnico e administração profissional.
A integração lavoura-pecuária, deixa de ser apenas uma tendência e conforme o crescimento de consumo se torna uma necessidade para garantir o alimento do mundo, a competitividade e sustentabilidade no agro brasileiro.
Fonte: Verbo Press
