Secretária da Sema apresenta diretrizes para regularização do CAR durante o Show Safra

Cadastro Ambiental Rural (CAR) é um registro público eletrônico e de abrangência nacional

A atualização do Cadastro Ambiental Rural (CAR) foi tema de palestra no Show Safra nesta quinta-feira (21). O CAR é um registro público eletrônico e de abrangência nacional, obrigatório para todos os imóveis rurais do Brasil. Ele funciona como um mapa detalhado, reunindo informações cruciais sobre as áreas verdes e as atividades rurais em cada propriedade, e tem como meta principal integrar informações sobre áreas de preservação permanente (APP), Reserva Legal, remanescentes de florestas e outras vegetações nativas, além de áreas de uso restrito e consolidadas.

Dados da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema-MT) mostram que Mato Grosso tem mais de 144 mil cadastros na sua base. Foram analisados mais de 78 mil cadastros nos últimos anos. Porém a efetivação da validação não foi feita. “Isso acontece por conta de pendências que acontecem no processo, informações que são declaradas dentro do imóvel”, explica Luciane Bertinatto, secretária adjunta de gestão de Meio Ambiente.

Luciane lembra que os imóveis rurais deveriam estar enquadrados ao Código Florestal Brasileiro a partir de 2012, quando foi publicada a lei aprovada pelo Congresso Nacional. Porém, são várias situações que devem ser analisadas e levadas em consideração por conta da realidade de cada propriedade. Como Mato Grosso abriga três biomas (Amazônia, Cerrado e Pantanal) o grande desafio é ajustar a situação a essa realidade regional, com suas peculiaridades.

A secretária adjunta comentou que o governo do Estado conta com um programa que tem um sistema de alertas por meio de imagens. Elas ajudam a identificar locais em que ocorrem crimes ambientais. O Programa Tolerância Zero com o Desmatamento Ilegal busca coibir essas práticas.

Luciane falou sobre regularização de drenos, instrumentos feitos para o escoamento de águas de chuva. Na região médio-norte é comum essa utilização. “Porque são áreas muito planas e foi necessário fazer esses sulcos para poder escoar a água. Então existe um procedimento hoje pra fazer essa regularização”, detalhou.

Foto: Natalia Mathis

Fonte: Verbo Press