A programação foi promovida pela Associação dos Criadores de Mato Grosso dentro do Show Safra Mato Grosso
A programação desta quarta-feira (25) no Show Safra Pecuária, deu palco para a suinocultura. Palestras técnicas e debates reuniram especialistas, produtores e visitantes para discutirem sanidade animal, tendências de mercado e os desafios enfrentados no campo.
A programação foi promovida dentro do Show Safra Mato Grosso 2026, pela Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrismat), com foco no fortalecimento da cadeia produtiva. Entre os palestrantes, participaram o economista e especialista em pecuária de corte, Fernando Henrique Iglesias, o gerente nacional de serviços veterinários da Ceva Saúde Animal, Pedro Filsner, e a médica veterinária Tatiane Fiuza.
Entre os temas abordados estavam as tendências macroeconômicas para a suinocultura em 2026, tanto no Brasil quanto em Mato Grosso; Questões sanitárias que impactam diretamente a produtividade. E outro ponto que ganhou atenção foi o PCV2 (Circovírus Suíno Tipo 2), vírus de DNA que segue como desafio no campo, exigindo atualização constante nos métodos de diagnóstico e controle.
Outro tema relevante foi a salmonelose, discutida sob a perspectiva “do campo à mesa”, evidenciando a importância da segurança alimentar em toda a cadeia produtiva. Os especialistas destacaram que, apesar dos riscos sanitários, “o Brasil é referência mundial em controle e manejo, fator que contribui para a abertura de novos mercados internacionais prevista para 2026”.
No cenário produtivo, os números reforçam o crescimento da suinocultura no país. Desde 2013, o abate de suínos apresenta trajetória de alta. Em 2025, o Brasil abateu 60,69 milhões de cabeças sob inspeção sanitária, e a projeção da Associação Brasileira de Proteína Animal indica crescimento de até 2,7% na produção de carne suína em 2026, com estimativa de mais de 62,3 milhões de animais abatidos.
Em contrapartida, a pecuária bovina apresenta redução no volume de abates, passando de cerca de 41 milhões de cabeças em 2025 para uma projeção próxima de 39 milhões em 2026, o que reforça o avanço relativo da suinocultura no cenário nacional.
Os especialistas ressaltaram que o futuro da atividade depende diretamente do equilíbrio entre produtividade, gestão sanitária e acesso a mercados.
Fonte: Verbo Press

